João sobe as escadas em direcção ao quarto de André, a tristeza estava lhe instalada nos olhos. Tinha muito medo de falhar com o seu amigo, tinha medo que as palavras de consolo falhassem. Queria ser um bom amigo mas não sabia como amenizar toda a dor que ele estava a sentir.
João: (bate a porta) posso?
André concentra-se e tenta levar o pensamento para longe.
André: Ah, entra João...
João: (cumprimenta André) Pensei que quisesses boleia e passei por aqui...
André: (Abana a cabeça afirmativamente) sim, sim, não me estava apetecer nada conduzir. ( faz uma pausa) A Lara?
João: Ela já foi para a capela...
Uma pausa constrangedora invade o quarto, e João pensa com cuidado em cada palavra, mas decide abrir o seu coração e deixar que ele fale.
João: André eu não sei nem consigo imaginar a dor que estas a passar, mas a única coisa que eu sei é que sempre que eu estive mal, sempre que tinha alguma problema, tu estavas lá, tu nunca me falhas-te, por isso meu irmão tu és das minhas grandes prioridades neste e em qualquer momento. Podes contar comigo para tudo e quando digo tudo é tudo mesmo. Se não conseguires dormir e às 3, 4, 5 da manha ainda estiveres á volta no quarto, liga-me mano, liga-me que eu venho num ápice. (faz uma pausa) Sei que vai demorar até o meu companheiro estar de volta, mas eu espero por ti.
André não aguentou as lágrimas e desatou num pranto de choro. João abraçou-o enquanto dizia que tudo ia ficar bem.